Tratamento
Adequado
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Uma pesquisa com 58
países de renda baixa mostrou que 38 deles podem deixar de
atingir as Metas por falta de 112 mil parteiras.
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O estudo foi lançado em
Durban, na África do Sul, na presença de 3 mil parteiras.
Entre os países analisados estão três de língua portuguesa:
Guiné-Bissau, Moçambique e Timor-Leste.
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Dos três, apenas a
Guiné-Bissau tem em suas comunidades agentes de saúde com algum
treino como parteiras.
Mortes
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A falta de tratamento
adequado causa a morte de 358 mil mulheres todos os anos. O
número de natimortos chega a 2,6 milhões.
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A diretora do Unfpa
em Genebra, Alanna Armitage, disse à Rádio ONU que
as parteiras têm que estar integradas em sistemas nacionais de saúde.
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“Elas não podem trabalhar
sozinhas. Elas têm que fazer parte de um sistema de saúde reforçado,
para que esse sistema trabalhe para salvar vidas de mulheres e bebês.
Esse relatório vai nos dar a oportunidade para levantar novamente o tema
das parteiras, a importância delas e assim poderemos todos trabalhar
juntos para assegurar que as mulheres não morram durante o parto”,
afirmou.
Bordões
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Para a ONU, os
governos devem investir mais no treinamento de parteiras e na melhoria
de serviços de saúde que ajudam a salvar a vida mas mães e dos bebês.
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Por causa da escassez
desses serviços, 2 milhões de recém-nascidos morrem nas primeiras 24
horas de vida.
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Para pedir formação de
mais parteiras, mais de mil profissionais saíram às ruas de Durban
cantando bordões como “as parteiras não ficarão mais invisíveis”. Elas
fizeram uma marcha de 5 km pela orla da cidade sul-africana.
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Para marcar a divulgação
do relatório sobre o Estado das Parteiras 2011, um grupo de
acadêmicos da Universidade de Exeter, na Inglaterra,
lançou um mapa interativo sobre o número de profissionais em todo o
mundo.
Mônica Villela Grayley,
da Rádio ONU em Nova York.
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